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Citação de uma conferência do Padre MD Philippe sobre Natal

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Natal, um mistério de presença.

O mistério do Natal antecipa o mistério da visão beatifíca. É um mistério de presença visível, mas que ainda permanece escondida : através do menino Jesus é Deus que aparece, é Deus que se dá de uma maneira visível, tangível. E Maria vive dessa presença.

A contemplação de Maria no Natal é viver dessa presença, desse dom : ela « toca » no dom do Pai com a sua sensibilidade e com a sua fé, com a sua sensibilidade transformada pela sua fé. É a sensibilidade de uma mãe que ganhou um filho, e é a fé virgem e contemplativa de Maria que toca o Verbo. Existe uma harmonia maravilhosa nessa presença, que é uma presença única. Fora o Natla é preciso esperar a visão beatifica. Não podemos imaginar uma presença mais forte. (…)

Ficamos contentes quando reencontramos alguém que amamos, mas a paz não é total, pois não existe uma harmonia perfeita entre o sensível e o espiritual. Aqui existe uma harmonia única que é obra de Deus, obra do Espírito Santo. E essa harmonia nos é dada, não esqueçamos disso. Não pensemos que isso é reservado somente à Maria, que é um privilégio dela. Não, isso também nos pe dado. Devemos portanto viver desse mistério, viver na fé, sabendo que essa harmonia existe no mais íntimo do nosso coração.

padre Marie-Dominique Philippe, Conferência no Carmelo de Limoges, Natal de 1972

Citação de um artigo do Pe. MD Philippe sobre a esperança escatológica

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A esperança escatológica

É preciso redecobrirmos a graça incrível que Jesus nos faz, de nos dar a inteligência da sua vinda para que possamos viver plenamente do seu retorno e pertencermos inteiramente a Ele nessa luz. É preciso esperar Jesus “com as lâmpadas acesas”1, vigilantes para receber Aquele que vem nos purificar2. É uma grande graça que nos permite perceber essa presença de Jesus como aquilo que, para nós é essencial: Ele já está aqui e Ele « virá » cada vez mais, nos fazendo compreender que « para aqueles que amam a sua Vinda »3, a sua vinda será uma vinda de luz e de misericórdia, de ternura e de força.(…)

Jesus nos antecipa, Ele vem a nossa frente, e o seu retorno é envolvido pela misericórdia de Maria. A primeira vinda do Cristo foi desejada e vivida por Maria, essa pequena criança escondida no meio dos homens. Da mesma forma, haverá, para anunciar a segunda vinda do Cristo, uma presença dos filhos da Virgem Maria, uma presença que antecipa o seu retorno. (…)

Quando Ele virá na sua glória, «nas nuvens do céu »4 ? Não sabemos, e questão do tempo é secundária. O que é primordial é a presença que deve tomar tudo em nós e abrir cada vez mais o nosso coração e a nossa Inteligência à sua luz. Ele quer transformar cada um de nós em filhos bem-amados que vivem somente da atração do Pai: eis o essencial da nossa vida.

Que Maria, « a estrela que anuncia o Sol », nos mantenha nessa espera, nessa esperança. Não sejamos como aqueles que recusam a luz que Maria nos dá. «O Espírito e a Esposa dizem: Vem!” (…) Amém, vem, Senhor Jesus ! »5.

Padre MD. Philippe, Artigo publicado em junho de 1997

1 Cf. Lc 12, 35.

2 Cf. Mal 3, 1-3.

3 2 Tm 4, 8.

4 Mt 26, 64 ; cf. 24, 30 ; Mc 13, 26 et 14, 62 ; Lc 21, 27 ; 1 Th 4, 17.

5 Ap 22, 17 et 20.

Citação de uma palestra do Padre Marie-Dominique Philippe sobre a santidade

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A santidade

A santidade é essencialmente pessoal. Dizemos, quando falamos da Trindade, “o Deus três vezes Santo”. Há, portanto, a santidade do Pai, a santidade do Filho e a santidade do Espírito Santo, do Paráclito. Não falamos do “Deus três vezes perfeito”, nem do “Deus três vezes sábio”, nem do “Deus três vezes inteligente”, mas dizemos “três vezes Santo”. A santidade é uma característica da pessoa. É uma pessoa que é santa, é bom lembrarmos isso. A santidade do Cristo é a santidade da sua pessoa, do Verbo, Filho do Pai, que se encarnou. A santidade de Maria é a de ser Mãe de Deus. A maior coisa que Deus realizou na sua criatura foi a maternidade divina de Maria. Jesus é Deus, a sua santidade é aquela do Verbo de Deus, enquanto que a santidade de Maria é por participação, é uma participação à santidade de Deus, à santidade do Cristo. Maria é santa na sua maternidade divina, e nós? Qual é a nossa santidade? É uma santidade de filhos de Deus, uma santidade de filhos do Cristo e de Maria Santíssima. Temos Jesus como modelo e Ele é para nós o término, o fim, o objetivo; mas não esqueçamos que Deus nos deu Maria. E para nós, a santidade de Santa Teresinha é muito importante, pois ela é simples; isso não quer dizer que seja fácil adquiri-la! Mas é muito simples. Nós temos uma imagem da santidade ideal, atingida graças a atos heroicos; quando falamos de santidade, vemos em seguida um santo no altar, algo excepcional. O Santo Padre vem nos lembrar de que não é nada de excepcional, que é para todos os cristãos; pelo batismo, pela nossa filiação divina, somos todos chamados a ser santos.

Padre Marie-Dominique Philippe, Palestra, 4 de junho de 2001

Citação de um texto do Pe. MD Philippe sobre a família

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A família sob o olhar de Deus

Pela família, Deus, pouco a pouco, retoma o coração do homem, o coração do pai, o coração da mãe, o coração do esposo e o coração da esposa. A ruptura, conseqüência do pecado, será como que ultrapassada por uma graça de renovação e de recomeço total. E as três famílias patriacais: Abraão e Sara, Isaac e Rebeca, Jacó e Raquel, estão na origem de toda essa aliança do Antigo Testamento, que termina com a Sagrada Família: Maria, José e o Menino Jesus. Lire la suite »

Citação de um artigo do Padre MD Philippe sobre o Rosário

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O Rosário

O rosário não tem outra finalidade senão nos permitir viver numa intimidade maior com Maria, quer dizer viver do seu mistério, pois é para nós. Os mistérios de Maria são nossos mistérios. Os mistérios de uma Mãe divina são os mistérios dos seus filhos; é o que distingue a maternidade divina e a maternidade humana. Quanto mais somos fiéis ao Espírito Santo, mais descobrimos que somos chamados a viver da vocação de Maria: é essa a vocação da Igreja. Nesse momento devemos compreender o quanto o Espírito Santo quer realizar uma unidade de vida, uma unidade profunda entre a nossa vida e a vida de Maria. A nossa vida cristã é mariana, isso quer dizer que Maria é instrumento de graça, medianeira de todas as graças, ela nos mostra da maneira a mais intensa o que é a graça cristã, e o quanto devemos viver dela. Maria nos é dada para que possamos viver da graça cristã, de uma abundância de graças. (…)

A melhor maneira para vivermos com Maria é viver sucessivamente de todo os seus mistérios. Maria nos permite isso e ela nos ajuda a viver deles, pois ela deseja isso. E essa mediação, que nos faz descobrir Maria nos seus diferentes mistérios, nos conduz à contemplação. Em definitivo, o rosário foi feito para isso. Ele é feito para que os mistérios de Maria sejam nossos mistérios, pois são os mistérios do cristão. Assim podemos dizer que o rosário é mais do que uma devoção. Ele nos permite ter parte nos mistérios de Maria, receber no que é nosso, como São João1, esse dom admirável de Maria.

Padre Marie-Dominique Philippe, artigo publicado em dezembro de 2002

1 Cf. Jn 19, 27.

Anotações de uma Conferencia do Pe. MD Philippe sobre o Espírito Santo e a Virgem Maria

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Anotações de uma Conferencia do Pe. Marie-Dominique Philippe sobre o Espírito Santo e a Virgem Maria

A Virgem Maria se faz presente para nos dispor a receber o Espírito Santo, mas ela se fez também presente para permitir que o Espírito Santo aja em nós com toda a liberdade. Pois, o Espírito Santo tem uma delicadeza de amor que é única, então é preciso que a Virgem Maria nos ensine a viver sob a dependência Dele, sob o Seu sopro de amor, para recebermos realmente a palavra de Deus como ela deve ser recebida. Maria, na sua educação materna, faz crescer em nós a sede de receber o Espírito Santo, o tempo inteiro. Não podemos diminuir o crescimento dessa sede, pois não podemos diminuir o crescimento do amor divino em nós. E, quanto mais a caridade e o amor divino se enraizam na nossa vontade, mais essa última tem sede de receber o Espírito Santo de maneira mais profunda e divina. É infinito, porque isso não vai mais de luz em luz: isso vai de pobreza em pobreza, isso vai de amor em amor, de amor divino em amor divino. Lire la suite »